Brasil Direito das Mulheres Política

Especialistas destacam a importância do aumento da participação feminina na política

Compartilhe nas redes sociais!


Não obstante as dificuldades enfrentadas, como duplas e triplas jornadas de trabalho, mesmo o preconceito num espaço dominado, majoritariamente, por homens (e brancos) , as mulheres estão se movimentando e dando respostas. Neste ano, segundo informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições do Brasil já tiveram um recorde de mulheres candidatas. Com 526 mil pedidos computados, até o momento já representam 47 mil a mais do total de 2016. “As eleições de 2020 serão de novas caras, de múltiplas escolhas e de resistências. Pensar que Salvador só teve uma prefeita e o Brasil apenas uma presidenta em 131 anos de republicanismo, mesmo sob as ditaduras e suas indicações biônicas, causa enorme desalento. Temos duas candidaturas à prefeitura de mulheres negras e, como vice, mais representantes. Isso demonstra liderança, mudanças dentro dos partidos, que as ações de cotas – mesmo vindas dos anos 90 – passam a ganhar reforço. Não podem ser só eleitoras. São representações de coletivos e, em geral, estão vinculadas aos partidos de Esquerda. Existem inúmeras candidaturas de mulheres ‘trans’, indígenas, quilombolas, líderes comunitárias, jovens. Aí está a mudança de mentalidade acontecendo”, declarou a historiadora, coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Educação e Direitos Humanos (NEDH/UCSAL), Vanessa Ribeiro Simon Cavalcanti. No entender da historiadora Jacqueline Quaresemin de Oliveira, na última eleição, a Câmara Federal teve um aumento de 52%; ou seja, de 51 para 77 deputadas eleitas em relação a 2014. Porém, mesmo assim, no confronto com outros países, o Brasil está ocupando a 140ª posição na representação feminina do legislativo. Os passos, galhardamente  galgados – sem embargo o amargor do modesto “ranking” –  nos trás um grande alento, porém, demonstra que temos ainda um longo caminho a percorrer. Porém, sem dúvida, o primeiro passo da caminhada, embora tardio, foi dado.

(ut A Tarde; notícias, política) 

São Paulo, 25/11/202

Dra. Maria Alécia Silva Pereira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *